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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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NÍVEL DO MAR MORTO ESTÁ A DIMINUIR UM METRO POR ANO

Mäyjo, 23.01.15

Nível do Mar Morto está a diminuir um metro por ano

Há muito que o Mar Morto atrai anualmente milhares de visitantes que procuram beneficiar das suas propriedades medicinais e boiar nas águas extremamente salgadas. Porém, estes dias podem estar a chegar ao fim. As mais recentes investigações ao mar revelam que o nível das águas está a diminuir um metro por ano.

As primeiras medições feitas ao Mar Morto ocorreram em 1927 e desde então as famosas águas bíblicas têm vindo a diminuir. A monitorização do mar é feita pelo Geological Institute of Limnological Research de Israel, que estima que desde os anos 1950 o Mar Morto já diminuiu 40 metros.

Pensa-se que a diminuição do nível do mar seja causada pela menor entrada de água no mar, através do Rio Jordão, e a saída de uma maior quantidade. A saturação da água e da terra, bem como o desvio de águas, podem estar na causa da entrada de menor quantidade de água para o mar através do Jordão.

Os recursos hídricos da região sofrem bastante procura, abastecendo Israel, Líbano, Síria e Jordânia. A evidência da escassez de água na região manifesta-se em plantas secas, casas de barro rachado, rachas no solo e até mesmo um parque aquático abandonado, escreve o Daily Mail.

O Mar Morto, também conhecido como Mar do Sal, separa Israel da Jordânia. O seu nome deve-se à elevada concentração de sal, que é dez vezes superior à do oceano. Como tal, o mar não suporta quase nenhum tipo de vida, nomeadamente peixes e plantas. A superfície do mar está 429 metros abaixo do nível global do mar, o que torna o Mar Morto no ponto com a menor elevação em terra do planeta. Actualmente, o Mar Morto tem 997 metros de profundidade, o que o torna no lago híper-salgado mais profundo do planeta.

Foto:  janruss / Creative Commons

Qual a diferença entre as diferentes formas de precipitação?

Mäyjo, 23.01.15

Agora que já sabemos como é que a precipitação acontece, coloca-se a questão: qual a diferença ente os diferentes tipos de precipitação? Fala-se de chuvisco, chuva, aguaceiro, neve, granizo... Quais as diferenças na formação destes tipos de precipitação?

Bem, na realidade, é preciso distinguir estes nomes de acordo com alguns critérios.

63968_chuva.jpgChuva refere-se à queda de gotas de água - bolinhas de água que são achatadas pela força da sua queda, o que por vezes leva a que estas se desfaçam em gotas mais pequenas. As gotas de chuva têm tamanhos que variam entre os 0,5 e 6 mm (quando ocorrem gotas pequenas dizemos que a chuva é fraca), se a gota tiver um tamanho inferior a 0,5 mm trata-se já de chuvisco.

No que diz respeito à intensidade da chuva, ou seja, à quantidade de água que cai, falamos de precipitação fraca quando a chuva é inferior a 0,5 mm por hora, moderada quando é superior a 0,5 mm sem ultrapassar os 4 mm, e forte quando acima de 4 mm por hora.

13adde184685f8a701afee6a52baa78d.jpgOs aguaceiros referem-se a chuva que cai com alguma intensidade por um período de tempo curto, podendo ser igualmente chamados de aguaceiros fracos, moderados ou fortes.

Granizo.-UGN.jpgQuando a chuva cai e as gotas passam por uma camada de ar muito frio, estas podem gelar e formar pequenos grãos de gelo. Por outro lado, se a chuva se encontra já gelada e passa por uma camada de ar menos fria que a derrete, as gotas que chegam ao chão no estado líquido rapidamente formam uma camada de gelo.

neve-fotoradioaltitudefm-2904132754ece6_400x225.jpA neve é formada, em nuvens cuja temperatura ronda ou é inferior aos -40º C, pelos cristais de gelo que se vão unindo até formar flocos de neve.

Quando a temperatura ao longo do percurso é muito inferior a 0º C, os flocos de neve são secos e soltos, leves - a neve seca óptima para esquiar e mais habitual em zonas continentais interiores.

A neve húmida, típica das zonas marítimas, é originada por flocos de neve constituídos por cristais de gelo que se fundiram e recongelaram ao se juntarem - ideal para bonecos de neve já que a neve, mais pesada e macia, liga-se facilmente. Para obter 25 mm de chuva, são necessários 900 mm de neve seca ou 175 mm de neve húmida.

 

Imagem2.jpgA ocorrência de granizo está dependente de nuvens altas com correntes de ar ascendente fortes que elevam a água até que esta forme cristais de gelo que se começam a unir, ao cair, com outros cristais de gelo e gotas - estas gotas fazem com que os cristais derretam por momentos antes de voltarem a congelar, formando bolinhas de gelo. As correntes ascendentes podem fazer estas bolas de gelo subir e descer dentro da nuvem antes de as deixarem cair, fazendo com que o granizo vá acumulando mais camadas de água e gelo e cresça.

 

O QUE É CHUVA DE GRANIZO

Mäyjo, 23.01.15

:cold: O que determina o tamanho das pedras de granizo?

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As pedras formam-se dentro de nuvens de tempestade chamadas cúmulos-nimbos. No interior dessas nuvens existem correntes de ar subindo e descendo com velocidades entre 30 e 80 quilómetros por hora. Nas correntes ascendentes formam-se gotículas de água que crescem por causa dos choques entre si. Essas correntes atingem a altura aproximada de 10 quilómetros ou mais, onde a temperatura é menos que zero graus. Então, as gotas congelam na forma de pequenas pedras, que tendem a cair. Mas só conseguem atingir o solo se a sua velocidade de queda for superior à velocidade da corrente de ar ascendente que as empurra para cima. Enquanto isso não acontece, elas continuam subindo até que os sucessivos choques com gotículas de água ou cristais de gelo aumentem seu tamanho e seu peso. “Assim, quanto maior a velocidade do ar que sobe, maior será o tamanho do granizo que chega ao chão. Se for muito pequeno, o granizo provavelmente vai derreter ao atingir as camadas menos frias da atmosfera e cairá em forma de chuva.

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As nuvens de granizo precisam de calor e humidade para se formar.

Com tempo normal, o ar quente - mais leve que o frio - sobe e carrega o vapor de água da atmosfera. A 1 quilómetro do chão, o vapor arrefece e forma as finíssimas gotas que compõem uma nuvem. Nessas condições de tempo, a nuvem não cresce muito e provoca, no máximo, chuviscos. O oposto ocorre quando o tempo está bem quente e húmido, fazendo grandes massas de ar, cheias de vapor, subirem. Ao arrefecerem, elas dão origem a enormes nuvens de tempestade em forma de bigorna, chamadas cúmulos-nimbos, que atingem altitudes de até 15 quilómetros e podem trazer tempestades fortes, incluindo granizo

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Quando o vento é intenso, apenas as nuvens de tempestades fortes sobrevivem. Sozinha, uma nuvem de tempestade não é garantia de granizo. Quando os ventos são fracos e sua velocidade não aumenta com a altitude, os cúmulos-nimbos não se desenvolvem por completo. Pode ocorrer chuva forte, mas raramente há destruição. Rajadas de vento de velocidade crescente nas altas altitudes desmancham as nuvens menores. Só sobrevivem os cúmulos-nimbos espessos. Formados por poderosas correntes de ar quente e húmido, eles trazem relâmpagos, granizo e até tornados.

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Dentro da nuvem, a pedra de granizo vai ganhando peso até cair. As nuvens de tempestades fortes contêm em seu interior correntes de ar que sobem e descem. O ar quente empurra para cima as gotas de água que formam a nuvem. Quando elas atingem a altura de 5 quilómetros (onde a temperatura é inferior a 0ºC), congelam e viram pedras, que tendem a cair. Nesse sobe-e-desce, o granizo choca com outras gotas e cristais de gelo e vai aumentando de tamanho. Quando o seu peso é suficiente para vencer o ar quente que a sopra para cima, a pedra cai.

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Granizo não é gelo puro. Enquanto ganha tamanho, a pedra atravessa várias vezes a barreira de 0ºC. Por mudar de estado, é formada por camadas intercaladas de água líquida e cristais de gelo.

Granizo é precipitação de gelo transparente ou translúcido, de tamanho igual ou inferior a 5 mm. Podem ser esféricos, irregulares e por vezes cónicos.

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Por vezes podem ocorrer quedas significativas de granizo a ponto de acumular muitos centímetros e ser confundida com neve. Em Portugal temos uns exemplos notáveis como por exemplo as quedas de granizo (e saraiva) a 11 de Abril 2007 em Algueirão-Mem Martins e a 19 de Abril de 2007 em Oliveira de Frades

A Saraiva é precipitação sólida de gelo em forma esférica ou irregular, composta por várias camadas que se foram acumulando por por acreção. O tamanho oscila entre os 5 e os 150mm, sendo que estas últimas muito grandes se formam apenas em trovoadas excepcionalmente severas, raras em Portugal. Contudo nas grandes trovoadas de Primavera e Verão nalguns anos forma-se saraiva de tamanho assinalável, de 50 ou 60mm (6cm) ou mais, sobretudo em Trás-os-Montes. A maior pedra de Saraiva medida até hoje nos EUA tinha 178mm (17.8cm)

 

:cold:  :cold:

FACTORES QUE INFLUENCIAM A VARIAÇÃO DA TEMPERATURA

Mäyjo, 23.01.15

Latitude

Como sabemos, as variações na temperatura resultam da quantidade de radiação e da energia recebida por unidade de superfície. Em geral, a energia recebida por unidade de superfície diminui com o aumento da latitude, provocando uma diminuição de temperatura do Equador para os pólos.

O relevo

Com o aumento da altitude, a temperatura, em geral, diminui. Por outro lado, as vertentes voltadas a sul, no hemisfério norte, são mais aquecidas que as vertentes do lado oposto.

A continentalidade

As massas continentais têm comportamentos bem distintos das massas oceânicas: a terra aquece mais rapidamente mas também perde calor mais facilmente; por sua vez, a água demora mais tempo a aquecer mas arrefece mais lentamente.

Por isso, os locais situados no interior dos continentes sofrem extremos de temperatura, tanto diários como anuais, enquanto no litoral as temperaturas apresentam menor variação.

As correntes marítimas

A água do mar move-se sob a forma de correntes que, consoante a sua temperatura, se classificam como quentes ou frias.

Em Janeiro, a corrente quente do Golfo do México desliza pelas costas ocidentais da Europa, sendo responsável por temperaturas mais elevadas até latitudes próximas do círculo polar Árctico. A mesma latitude, mas do outro lado do Atlântico, a influência da corrente fria do Labrador traduz-se em temperaturas muito menores.

20.png

As correntes marítimas no Atlântico

 

 

Exercícios sobre as coordenadas geográficas

Mäyjo, 23.01.15

A LOCALIZAÇÃO ABSOLUTA DOS LUGARES À SUPERFICIE TERRESTRE

 

As Coordenadas Geográficas: a latitude e a longitude

1 – Completa os espaços em branco com a ajuda da figura 1. 

11.jpgFigura 1

A latitude é a distância angular compreendida entre o ___________ e o paralelo do lugar. Varia entre os ________ no equador e os ______ para ___________ ou para __________.  

 

2 – Localiza no planisfério da figura 2 a latitude dos lugares assinalados por letras e indica a latitude de cada lugar.

22.png Figura 2

 

Lugar A -

Lugar B -

Lugar C -

Lugar D -

 

3 – Completa os espaços em branco com a ajuda da figura 3.

33.jpgFigura 3

 A Longitude é a distância angular compreendida entre o _______________ _____de __________________ e o semimeridiano do lugar. Varia entre os _____, e os ______, para Este ou para _________.     

 

4 – Localiza no planisfério da figura 4 a longitude dos lugares assinalados por letras e indica a longitude de cada lugar.

44.pngFigura 4

Lugar A -

Lugar B -

Lugar C -

Lugar D -

                               

  1. Localiza agora na figura 5, as duas coordenadas geográficas (latitude e a longitude) e  indica a latitude longitude de cada lugar.

55.pngFigura 5

 

Lugar

Latitude

Longitude

A

  

B

  

C

  

D

  

E

  

F

  

G

  

H

 
 

 

Bom Trabalho!

VILLA EPECUÉN, A CIDADE QUE SUBMERGIU E EMERGIU DEVIDO ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 23.01.15

epecuen_SAPO

É provável que as alterações climáticas provoquem a subida no nível da água do mar e acabem por submergir várias cidades costeiras. Existe, porém, uma estranha e paradoxa variação desta fórmula – uma cidade que submergiu e emergiu devido às alterações climáticas.

Na Argentina existe uma cidade chamada Villa Epecuén, a cerca de 560 quilómetros de Buenos Aires, que outrora foi uma cidade turística próspera. A Villa Epecuén eram atraídos turistas que queriam banhar-se nas águas medicinais da Laguna de Epécuen, que possuíam uma elevada salinidade, semelhante ao Mar Morto.

Porém, esta prosperidade chegou ao fim em 1985, quando tempestades e chuvas severas causaram o rebentamento de uma barragem próxima com manutenção negligente. O rebentamento fez com que a água escorresse constantemente para a cidade e em duas semanas as ruas estavam submersas por quase dois metros de água. Os cerca de 1.500 habitantes da pequena cidade foram obrigados deixar as suas habitações e lojas e os hotéis – que chegavam a acomodar 5.000 pessoas – tiveram de encerrar. Em 1991, a cidade estava completamente submersa por dez metros de água.

Contudo, nos últimos anos o clima da região tem-se alterado, tornando-se mais quente e seco, segundo o Observatório Terrestre da NASA, indica o Discovery News. Este novo padrão climático, aliado a canais que foram construídos no passado para escoar as águas, fizeram com que Villa Epecuén reemergisse. No final de 2013, a maioria da cidade estava novamente em terra seca, coberta por edifícios em ruínas corroídos pelas águas salinas da região.

Dos 1.500 habitantes apenas um regressou: Pablo Novak, de 84, que passa os dias a pedalar em cima da bicicleta por entre as ruínas e servindo de guia aos visitantes ocasionais.

 

 Foto: jaloiseenclave e Dam Studios / Creative Commons